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Google Ads ou anúncio no Instagram: qual funciona melhor para negócio local?
Resposta direta
Para negócio local, é melhor anunciar no Google ou no Instagram?
Depende de como o seu cliente decide. No Google, a pessoa já está procurando o que você vende, então o anúncio pega quem tem pressa, como quem precisa de conserto ou de consulta. No Instagram, ela está vendo outra coisa e o anúncio interrompe, o que funciona melhor para o que se escolhe pelos olhos, como restaurante, pousada e loja. Muitos negócios locais começam por um e acabam usando os dois, cada um com uma função.
Qual a diferença entre anunciar no Google e no Instagram?
A diferença principal não é o preço nem o formato. É o momento em que a pessoa está quando vê o seu anúncio.
No Google, ela digitou “conserto de celular perto de mim” ou “dentista em Saquarema”. Ela já tem o problema e foi atrás da solução. O seu anúncio aparece exatamente na hora em que ela está procurando.
No Instagram, ela está vendo foto de amigo, vídeo engraçado, notícia. Ninguém abre o Instagram para procurar encanador. O seu anúncio aparece no meio de outra coisa e precisa fazer a pessoa parar.
Isso muda tudo o que vem depois: o tipo de anúncio que funciona, o tipo de negócio que se dá melhor em cada lugar e o que esperar de cada um.
O que cada um entrega?
| Google Ads (busca) | Anúncio no Instagram | |
|---|---|---|
| Quem vê | Quem digitou o que você vende | Quem mora perto e tem o perfil que você escolheu |
| Momento da pessoa | Procurando, com o problema na mão | Distraída, vendo outra coisa |
| O que pesa no anúncio | O texto responder exatamente o que foi buscado | A imagem ou o vídeo fazer a pessoa parar de rolar |
| Você paga por | Clique | Normalmente por exibição, ou pelo resultado escolhido |
| Funciona melhor para | Urgência e necessidade | Desejo, vontade e lembrança |
| Quando não tem procura | Não tem para quem aparecer | Continua aparecendo para quem pode se interessar |
A última linha explica uma regra simples: se ninguém procura pelo que você vende, o Google não tem o que fazer por você. Produto novo, serviço pouco conhecido ou experiência que a pessoa nem sabia que queria precisam ser mostrados, e é aí que o Instagram entra.
Qual funciona melhor para cada tipo de negócio local?
Não existe regra fixa, mas o jeito como o seu cliente decide aponta o caminho:
| Tipo de negócio | Por onde costuma começar | Por quê |
|---|---|---|
| Assistência técnica | Perfil do Google, com Instagram pago | A pessoa procura agora, mas o Google Ads restringe anúncio de conserto |
| Clínica e consultório | Google, com Instagram em seguida | Quem tem dor procura; quem quer estética se inspira |
| Restaurante | Instagram, com o perfil do Google cuidado | Comida se escolhe pelos olhos e pela vontade |
| Pousada | Os dois | Parte procura por cidade e data, parte se encanta pela foto |
| Loja | A pessoa descobre o produto antes de saber que queria |
Assistência técnica
Celular quebrado, geladeira parada, ar-condicionado pingando: ninguém espera. A pessoa pega o celular e digita o que precisa, e o primeiro lugar costuma ser um perfil do Google bem cuidado para aparecer no mapa. No anúncio pago há um cuidado: a política do Google Ads não permite anunciar conserto de aparelho feito por quem não é a fabricante, o que pega em cheio a assistência de celular. Explicamos as saídas em tráfego pago para assistência técnica.
Clínica e consultório
Depende do serviço. Dor de dente, exame e consulta de urgência são busca no Google. Tratamento estético, por outro lado, costuma nascer de uma vontade que alguém despertou, e o Instagram mostra o antes e o depois melhor do que qualquer texto. Muitas clínicas usam o Google para quem precisa e o Instagram para quem deseja.
Restaurante
Pouca gente pesquisa “restaurante” e escolhe pelo primeiro anúncio. Escolhe pela foto do prato, pelo ambiente, pela avaliação. O Instagram faz o restaurante ser lembrado na hora da fome, e o perfil do Google com fotos e avaliações resolve quem procura “onde comer perto”.
Pousada
Aqui os dois trabalham juntos com clareza. Quem já decidiu a viagem pesquisa por cidade e data no Google. Quem ainda não decidiu se encanta com uma foto no Instagram e guarda para depois.
Loja
Para quem vende roupa, presente ou decoração, o Instagram costuma render mais, porque a vontade nasce de ver o produto. O Google entra quando a pessoa já sabe o que quer e procura onde comprar perto.
Por que muitas vezes os dois convivem?
Porque cada um cobre um momento diferente da mesma pessoa. Um exemplo comum: alguém vê o anúncio da sua pousada no Instagram em março, não reserva, e em junho pesquisa “pousada em Saquarema” no Google. Se você aparece nos dois momentos, as chances de ela lembrar de você e chamar crescem.
O Instagram também serve para voltar a aparecer para quem já visitou o seu site ou chamou no WhatsApp e não fechou. É uma forma barata de não ser esquecido entre o primeiro contato e a decisão.
Isso não quer dizer que todo negócio precise dos dois desde o primeiro dia. Quer dizer que a pergunta “Google ou Instagram?” costuma virar, com o tempo, “quanto em cada um?”.
Que erros mais desperdiçam dinheiro em cada plataforma?
No Google, o erro mais comum é deixar o anúncio aparecer para buscas que não têm a ver com o que você vende. Quem anuncia “dentista” sem cuidado pode pagar pelo clique de quem procura “vaga de dentista” ou “curso de odontologia”. Por isso existem as palavras negativas, que dizem ao Google onde o anúncio não deve aparecer, e elas precisam ser revisadas toda semana no começo. Outro erro é mandar quem clicou para a página inicial do site, onde a pessoa precisa procurar de novo o que já tinha encontrado no anúncio.
No Instagram, o desperdício costuma vir de impulsionar post sem saber o que se quer da pessoa. Um post bonito com muitas curtidas não quer dizer que alguém chamou no WhatsApp. Também pesa usar uma arte com cara de anúncio genérico, que a pessoa passa sem nem perceber, ou abrir demais a região e aparecer para quem nunca vai até você.
Nos dois casos, o remédio é o mesmo: decidir antes o que conta como resultado, seja mensagem, ligação ou pedido de orçamento, e olhar para esse número em vez de clique e curtida.
Por onde começar se a verba é curta?
Comece por um só e faça bem feito. Dividir pouco dinheiro em duas plataformas costuma produzir dois resultados fracos, porque nenhuma das campanhas recebe movimento suficiente para aprender quem responde.
Para decidir quanto investir, a conta certa não é quanto custa o clique, e sim quanto você pode pagar por cada cliente novo e continuar tendo lucro. Faça essa conta na calculadora de quanto você pode pagar por cliente e depois veja quanto custa anunciar no Google e no Instagram.
Como saber qual está dando resultado?
Não olhe só para clique e curtida. Cada plataforma conta a seu favor, e é comum as duas dizerem que trouxeram a mesma venda. O que resolve é marcar de onde veio cada pessoa que chama e anotar quem comprou, como explicamos em como saber se os anúncios estão dando lucro. Com isso, você para de decidir pela impressão e passa a decidir pelo que entrou no caixa.
Se o seu cliente procura pelo que você vende, veja como funcionam os anúncios na busca do Google. Se ele precisa ser despertado, veja os anúncios no Instagram e no Facebook. Na dúvida, fale pelo WhatsApp contando o que você vende e onde atende, que a gente indica por onde começar.
Outras perguntas sobre o assunto
Dá para anunciar só para o meu bairro ou para a minha cidade?
Dá, nas duas plataformas. No Google você escolhe as cidades ou um raio em volta do endereço, e o anúncio aparece para quem busca a partir dali. No Instagram você escolhe a área e o anúncio aparece para quem mora ou está por perto. Só cuidado com área pequena demais, que pode deixar pouca gente para ver o anúncio.
Posso usar o mesmo anúncio no Google e no Instagram?
Em parte. O anúncio da busca do Google é principalmente texto, e o que pesa é responder ao que a pessoa digitou. No Instagram, o que pesa é a imagem ou o vídeo fazer a pessoa parar de rolar. A oferta e a mensagem podem ser as mesmas, mas o formato precisa ser pensado para cada lugar.
Anunciar no Facebook é a mesma coisa que no Instagram?
Quase. Os dois pertencem à mesma empresa e são anunciados pelo mesmo gerenciador, então uma campanha pode aparecer nos dois ao mesmo tempo. O que muda é quem está em cada um: o público do Facebook costuma ser mais velho, e para alguns negócios locais ele ainda traz bastante gente. Vale deixar as duas redes ligadas no começo e olhar de onde vem quem chama.
Preciso ter site para anunciar no Google?
Na maioria dos casos, sim, ou pelo menos uma página de campanha. O anúncio da busca leva a pessoa para um endereço, e é ali que ela confere se você é de confiança antes de chamar. Existem formatos que mostram só o botão de ligar, mas eles limitam o que dá para medir e explicar. No Instagram, dá para levar a pessoa direto para a conversa no WhatsApp.
Qual dos dois dá resultado mais rápido?
O Google costuma trazer contato antes, porque pega quem já está procurando e com pressa. O Instagram também começa a mostrar o anúncio no mesmo dia, mas o efeito de ser lembrado leva mais tempo para virar mensagem. Nos dois casos, os primeiros dias servem para a campanha descobrir quem responde, e o custo por pessoa costuma ser mais alto nessa fase.
Roteiro prático
Como escolher por onde começar
Pesquise o que você vende como o cliente digitaria
Faça a busca no Google com o nome da sua cidade. Se aparecem anúncios de outras empresas, existe gente procurando pelo seu serviço.
Pergunte aos últimos clientes como chegaram até você
Quem diz que procurou no Google mostra que há busca. Quem diz que viu uma foto ou foi indicado aponta para o Instagram.
Veja se o seu cliente compra por pressa ou por vontade
Urgência e necessidade pedem Google. Desejo, foto e lembrança pedem Instagram. A tabela por tipo de negócio, acima, ajuda nessa leitura.
Faça a conta de quanto pode pagar por cliente
Use a calculadora de quanto você pode pagar por cliente antes de definir a verba.
Comece por um e marque de onde vem cada contato
Só some a segunda plataforma depois de saber quantos clientes a primeira trouxe e quanto cada um custou.
Perguntas frequentes
Dá para anunciar só para o meu bairro ou para a minha cidade?
Dá, nas duas plataformas. No Google você escolhe as cidades ou um raio em volta do endereço, e o anúncio aparece para quem busca a partir dali. No Instagram você escolhe a área e o anúncio aparece para quem mora ou está por perto. Só cuidado com área pequena demais, que pode deixar pouca gente para ver o anúncio.
Posso usar o mesmo anúncio no Google e no Instagram?
Em parte. O anúncio da busca do Google é principalmente texto, e o que pesa é responder ao que a pessoa digitou. No Instagram, o que pesa é a imagem ou o vídeo fazer a pessoa parar de rolar. A oferta e a mensagem podem ser as mesmas, mas o formato precisa ser pensado para cada lugar.
Anunciar no Facebook é a mesma coisa que no Instagram?
Quase. Os dois pertencem à mesma empresa e são anunciados pelo mesmo gerenciador, então uma campanha pode aparecer nos dois ao mesmo tempo. O que muda é quem está em cada um: o público do Facebook costuma ser mais velho, e para alguns negócios locais ele ainda traz bastante gente. Vale deixar as duas redes ligadas no começo e olhar de onde vem quem chama.
Preciso ter site para anunciar no Google?
Na maioria dos casos, sim, ou pelo menos uma página de campanha. O anúncio da busca leva a pessoa para um endereço, e é ali que ela confere se você é de confiança antes de chamar. Existem formatos que mostram só o botão de ligar, mas eles limitam o que dá para medir e explicar. No Instagram, dá para levar a pessoa direto para a conversa no WhatsApp.
Qual dos dois dá resultado mais rápido?
O Google costuma trazer contato antes, porque pega quem já está procurando e com pressa. O Instagram também começa a mostrar o anúncio no mesmo dia, mas o efeito de ser lembrado leva mais tempo para virar mensagem. Nos dois casos, os primeiros dias servem para a campanha descobrir quem responde, e o custo por pessoa costuma ser mais alto nessa fase.

